quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Recolha de animais mortos custa €23 milhões por ano ao Governo português

O SIRCA (Sistema de Recolha de Animais Mortos nas Explorações) custa €23 milhões por ano ao Governo português, de acordo com a Quercus. A ONG ambiental pretende que a aplicação deste sistema seja revista no Orçamento de Estado para 2013, de forma a poupar este investimento e, paralelamente, proporcionar alimento para as aves necrófagas.

Segundo a Quercus, e à medida que as regras sanitárias se foram tornando cada vez mais restritivas, obrigando a que as carcaças dos animais mortos fossem retiradas dos campos para serem eliminadas, criou-se um “problema grave de escassez de alimento para estas aves selvagens protegidas”.

Em Portugal, existem três espécies de abutres, o Grifo (Gyps fulvus), o Abutre-negro (Aegypius monachus) e o Abutre do Egipto (Neophron percnopterus), assim como outras aves com hábitos necrófagos, como a águia-imperial (aquila helíaca adalberti).

De resto, as novas regras europeias facilitam este processo, sendo que países como a Espanha estão já a aplicar directrizes que fixam os princípios relativos à organização dos controlos veterinários dos produtos provenientes de países terceiros, introduzidos na União Europeia.

A alteração mais significativa tem “impacto positivo na conservação destas espécies”, uma vez que possibilita a “não remoção do material de categoria 1 do campo ou das explorações de gado”, podendo as carcaças dos animais mortos permanecer nos locais onde os animais morreram, sempre que a autoridade competente assim o autorize.

Retirado daqui: http://greensavers.sapo.pt/2012/11/06/recolha-de-animais-mortos-custa-e23-milhoes-por-ano-ao-governo-portugues/


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