terça-feira, 23 de outubro de 2012

Expedição descobre espécies não documentadas mas também lixo

A Oceana, em colaboração com a Universidade do Algarve, viajou até ao Gorringe, uma das zonas montanhosas marinhas com maior diversidade da Europa, tendo constatado que a existência de inúmeras espécies que não se sabia aí existirem, como corais negros arbóreos e tubarões sapata, mas também de equipamento pesqueiro abandonado, como nassas, redes e fios.

O Gorringe, que se situa a mais de 250 km da costa portuguesa, ergue-se desde 5000 metros de profundidade até 30 metros abaixo da superfície, sendo uma área com uma grande diversidade ambiental. Com efeito, os cumes estão cobertos por bosques de algas, como kelps, e nas zonas mais profundas abundam os fundos dendítricos, suportando uma fauna diversa que inclui desde espécies pelágicas como baleias, golfinhos e aves como os painhos e as pardelas, a corais e moluscos a maior profundidade. Tendo em conta a vasta biodiversidade suportada pelo Banco de Gorringe, a Oceana pede que se potencie a proteção deste enclave.

Já foram realizadas várias expedições ao Banco Gorringe pela Oceana, que o filmou pela primeira vez em 2005 e que em 2011 e 2012 caracterizou “as suas zonas com o objetivo de reunir dados que justifiquem a sua proteção”, explica a organização de conservação do meio marinho em comunicado. A expedição deste ano, denominada “Oceana Ranger 2012” revela que “apesar de algumas zonas serem totalmente virgens, alguns dos fundos rochosos já estão a ser fortemente afetados pela atividade humana, com uma infinidade de aprestos pesqueiros abandonados”.

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